quarta-feira, 1 de julho de 2009

Livros pornodidáticos de José Serra e grupo



Originalmente publicado por NaMaria, em Luis Nassif - 29/maio/2009.
Postado e AMPLIADO aqui para relembrar/comemorar os dias em que esperamos a saudável e suspensa sindicância prometida pelo Governador Serra e seu Secretário de Educação Paulo Renato sobre os responsáveis da escolha dos livros inadequados aos alunos das escolas públicas de SP - vide o contador de dias neste blog. Repare bem nos nomes dos personagens e suas relações no texto abaixo. Também seria interessante ver o que diz o vice-líder do Governo, Sr. Milton Flávio sobre o tema, em texto neste blog. Para mais informações sobre a suspensão da tal apuração governamental, dirija-se ao CloacaNews.
Sobre outros dados dos nomes citados pelo CloacaNews, vide final deste texto.


Quando Serra e os seus afirmam não saber quem são os responsáveis pelo descaso nas escolhas dos livros do projeto Ler e Escrever, estão mentindo e omitindo informações. Do mesmo modo, quando falam sobre as "sindicâncias" para esclarecer os episódios. Há relações pessoais bastante complexas para que as apurações sejam de fato executadas e, como dizem, "os culpados sejam penalizados". Certamente cabeças rolarão, porque a mídia e a sociedade estão alvoroçadas, mas é preciso saber se serão as cabeças dos reis ou dos peões. Vejamos por partes. Trata-se de temas esclarecedores.

Apesar do site do tal projeto Ler e Escrever ser horrendo e sem qualidades apropriadas para algo desse porte - e funcionar com Explorer, apesar de não ter um "fale conosco" decente etc. e tal, se houver paciência de Jó pode-se ver o time dos responsáveis pela coisa no setor "Vídeos": Ler e Escrever; Iara Prado. Está lá a professora Iara Glória Areias Prado e sua equipe. Eis, portanto, os responsáveis, pra começar.

Agora, por favor, pergunte ao Serra quem é Iara Areias Prado, além de ela ser esposa do conhecidíssimo Antônio de Pádua Prado Júnior, o Paeco, cuja empresa APPM tem significativos clientes.

E aproveite para perguntar a ele, Serra, quem seria Ieda Maria Bottura Areias e onde ela trabalha, qual seu histórico na área, além de ser irmã de Iara Prado. Caso esteja muito curioso, o Diário Oficial de SP dá uma resposta simples, com foto atual: "Ieda Areias, secretária particular de José Serra".

No mesmo DO, vê-se que Ieda Areias está na Casa Civil desde 2 de janeiro de 2007, mas Serra e Ieda se conhecem de longa data e muitos negócios governamentais.

Entretanto, dirá o pesquisador mais aficionado ao voltar ao tema dos livros picantes, se a professora Iara Prado foi exonerada do cargo de Secretária Adjunta da Educação em 10/abril/2009, juntamente com a antiga Secretária da Educação Maria Helena Guimarães Castro, então como ela poderia ser a responsável pela irresponsabilidade dos livros impróprios para alunos das escolas públicas de SP? Bem, ela continua firme e forte na Secretaria da Educação, bem como no Ler e Escrever - projeto que distribui tais livros para as escolas, sem revisão. Seria bom perguntar diretamente ao secretário Paulo Renato e ao Serra o que a professora Iara faz, exatamente, na Secretaria de Educação; sem dúvida eles sabem a resposta.

Daí, alguém pode perguntar: Mas Iara Prado está sozinha no projeto Ler e Escrever? Ela não está só; além dela, estas pessoas fazem parte da equipe, entre outras:
- Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas - Valéria de Souza
- Coordenador de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo - José Benedito de Oliveira
- Coordenadora de Ensino do Interior - Aparecida Edna de Matos
- Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação - Fábio Bonini Simões de Lima
- Diretora de Projetos Especiais da FDE - Cláudia Rosenberg Aratangy
- FONTE: último slide da apresentação, e vídeos citados acima.

Estas não foram REALMENTE as primeiras reclamações quanto a materiais impróprios para alunos. E não estou falando do caso dos mapas… Ontem, 28 de maio de 2009, por acaso, saiu no Diário do Grande ABC, e em todo canto da WEB, mas a história é antiga nos interiores da Educação, já que o livro foi distribuído em final de 2008, conforme notícia no DO. A manchete do Diário do Grande ABC, por exemplo: "Outro livro polêmico constrange alunos da rede estadual". Trata-se de "Memórias Inventadas - Infância", de Manoel de Barros, entregue para a 6a série, alunos com 11-12 anos.

Mais uma vez o DO, de 23 de agosto de 2008, nos esclarece: "Declarando inexigível (…) Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. nº 26 da referida Lei; a licitação de acordo com o Art. 25 inciso I, da Lei nº 8666/93, e suas atualizações, o processo 15/1092/08/04 por ser inviável, eis que trata-se de aquisição de Obra Literária, sendo 463.088 exemplares do Livro - Título "MEMÓRIAS INVENTADAS - a Infância de Manoel de Barros", destinados aos alunos da 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental II, conforme solicitação da CENP – Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas – "Projeto Básico Apoio ao Saber" a ser fornecido pela "EDITORA PLANETA DO BRASIL LTDA" fornecedora exclusiva, conforme declaração da CBL – Câmara Brasileira do Livro. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art."

A compra foi efetuada por R$ 2.315.440,00, conforme o DO de 5 de setembro de 2008: "Contrato: 15/1092/08/04 - Empresa: Editora Planeta do Brasil Ltda. - Objeto: Aquisição de obra literária, 463.088 [exemplares de] "Memórias Inventadas", destinados aos alunos da 5ª a 8ª séries do Ens.Fund.II - "Projeto Apoio ao Saber" - Prazo: 60 dias - Valor: R$ 2.315.440,00 - Data de Assinatura: 28/08/2008".

E agora os 463.088 exemplares terão de retornar à FDE? Piada. Eles não estão nas escolas, estes livros foram comprados para serem entregues aos alunos, para eles levarem para suas casas. Não há como recolher isso nunca mais. Exatamente por este motivo a mãe de um aluno o entregou ao SPTV. Caso eles fossem recolhidos, o que seria feito de todos esses livros com logotipo da FDE, do Governo do Estado etc.? E a dinheirama paga por eles, voltaria de alguma maneira? Como? As editoras topariam desfazer o negócio se não foi culpa delas a escolha?

Outras perguntas interessantes:

- Quem vai arcar com as despesas de retorno dos livros à FDE que está sendo feita pelo Correio?

- Quanto vai custar esse retorno? (Aliás, é risível para não dizer trágico, o método que está sendo usado para que as escolas devolvam os livros, pergunte ao Paulo Renato e equipe quantos livros voltaram ao ninho, quantas escolas estão conseguindo realizar a façanha e tire suas conclusões.) Portanto, a declaração à Folha: "De acordo com o tucano, os exemplares foram rapidamente retirados e, por isso, os alunos "praticamente" não tiveram acesso aos livros" é outra mentira. Quem está numa escola sabe o esforço que a Secretaria ta fazendo para realizar essa tarefa e pelo jeito não está conseguindo.

- Quem assina as licitações e as compras "sem licitação" realizadas pela FDE? Ou seja, quem é o responsável pelas compras de livros sem a devida avaliação? Atualmente não seria a Sra. Claudia Aratangy, que também é do Projeto Ler e Escrever? E antes dela não teria sido a Iara Prado?

- Depois de ver o Paulo Renato no SPTV (28/maio/2009), percebe-se que ele deixa a culpa com a antiga Secretária de Educação. Oras, mas a equipe do Ler e Escrever não é a mesma? E não teria sido a mesma Iara Prado a responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), à época do Paulo Renato no MEC (quando ela era a Secretária do Ensino Fundamental), portanto supostamente de total confiança do atual Secretário de Educação?

- Não foi a própria Iara Prado, no MEC, quem disse em 2002: "Hoje o livro didático é reconhecido como mercadoria, com finalidade social, que forma brasileiros e o futuro do País; e que, portanto, precisa ser de excelente qualidade."? "... que o livro didático não é uma mercadoria qualquer que pode ser escolhida pelo próprio consumidor, porque tem um papel formador."? Então há alguma diferença entre o antes e o agora? Ou os livros impróprios não podem ser considerados didáticos, mas apenas de "apoio pedagógico"? O que seriam então livros de apoio pedagógico nesta gestão?

- Não seria a mesma Iara Prado, que aparecia como consultora na empresa de Paulo Renato, a PRS Consultores (antiga "Paulo Renato Souza Consultores"), juntamente com outros membros da SEE-SP: Maria Helena G. Castro, antiga secretária da educação e Maria Inês Fini, contratada pela Fundação Vanzolini (aliás, esta Fundação não é da Poli? E o que tem ela para ser contratada para agir na área pedagógica da Educação?) para trabalhar como coordenadora de projetos da SEE-SP? No site atual da PRS esses nomes não constam mais, mas ao entrar no E-Educador, pode-se vê-los abaixo da notícia copiada da Isto É, de 05.04.2009, "SP: Conflito na Educação" (a notícia original na Isto É; ver esta interessante página também, cujo título é apropriado: "É correto?"

Em tempo 1: Serra "determinou mapeamento de nepotismo em SP". O decreto em si: Decreto Nº 54.376, de 26 de Maio de 2009. Será o decreto, então, também válido para o marido de sua Secretária de Gabinete, Ieda Areias, o Sr. Antonio de Pádua Perosa - atual subprefeito da Vila Maria/Vila Guilherme? Não é válido; certas "partes" do Decreto assim o permitem, além de uma estar no Governo e outro na Prefeitura. Mas sempre nos resta a ética, pois sim? Não.

Em tempo 2: Não se trata de hipocrisia ou de saber que a novela das 8 tem mais temas afins do que nos livros e é vista pela criançada sem problemas ou censura familiar, nem de não saber como e sobre o que os jovens das escolas públicas falam nem, como já foi dito, serem alguns dos textos "irônicos". O ato de ensinar a fina arte da ironia para pessoas tão jovens, através desse tipo de material, é errado. Se pessoas esclarecidas, que acompanham a Internet diariamente, que lêem bons materiais, têm certo pensamento crítico etc., ainda são incapazes de compreender um blog como o do Professor Hariovaldo Prado, imagine o que é uma criança de 9 anos entender as sutilezas irônicas do "Manual de Auto-Ajuda para Supervilões"…

Resumindo: alguém acha que a Secretaria da Educação precisa fazer uma sindicância – ela mesma investigar-se a si própria – para descobrir quem é o culpado pelas escolhas erradas e, talvez o pior, pelo desperdício de dinheiro nesse compra, recolhe e faz-se lá o que ninguém sabe com os livros devolvidos? O Governador não precisa ficar esperando que o Secretário descubra os culpados, eles estão muito próximos deles todos, são do conhecimento tanto de um como de outro. Se querem enrolar alguém podem esquecer, aqueles que sabem usar bem o mundo digital não precisam de muito tempo para mapear os rastros dessa gente. Porque aqui na WEB quase nada se apaga e tudo se propaga.

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Outras informações pertinentes:

- Telefone de Iara Prado na Secretaria de Educação/FDE, caso alguém queira esclarecimentos úteis, sem intermediários: (011) 3158.4500, incluindo Eliane Mingues como tema.

- Nomes das responsáveis pela escolha dos livros, consultora dos títulos da Secretaria de Educação e palestrante nas escolas da rede pública, para os professores, sobre este e outros temas: Zuleika de Felice Murrie e Eliane Mingues. Vide a professora Zuleika no sites: 1 ; 2 (doc Word) ou 3 (versão do mesmo Doc em HTML). Vê-se que o nome da professora Zuleika está errado nos sites citados. O correto é o que está logo acima. Justamente com ele pode-se recorrer ao Google para maiores informações curriculares e relacionais da mesma. Se usar na busca esta forma: “Zuleika de Felice Murrie”FDE os resultados são lindos e elucidativos - e há vídeos. Outras variantes são bem-vindas, igualmente.

- Sobre Eliane Mingues, pedagoga formada pela USP, e seu trabalho na feitura da lista de livros para compras sem necessidade de licitação assinadas por Cláudia Rosenberg Aratangy: não há registros de seu contrato com a FDE em DO, mas certamente os há internamente na SEE-SP; em algum lugar isto deve estar. Por outro lado, encontra-se em DO da Cidade de São Paulo, de 25 de janeiro de 2005, sua contratação pela Prefeitura de SP, juntamente com o contrato de Cláudia Aratangy, pela SME. Vê-se que o nome está grafado com A, mas também consta no mesmo DO a correção, com E.
Cláudia, Iara e Eliane se conhecem desde pelo menos o ano 1998, do MEC aos cuidados de Paulo Renato como Ministro e Iara Glórias Areia Prado como Secretária do Ensino Fundamental, quando fizeram juntas, por exemplo, os Cadernos da TVEscola - PCN na Escola: Diários, Projetos de Trabalho. Depois, em 2000, o Alfabetização - Livro do Professor e o Alfabetização: Livro do Aluno Vol III, obras dos Programas Projeto de Educação Básica para o Nordeste e FUNDESCOLA (verbas do Banco Mundial e PNUD). Em 2002, Vendo e aprendendo: como usar os vídeos da TVEscola. Assim foi até que trabalharam as três, no município, exatamente no LER E ESCREVER! Desculpe a exclamação, mas não deu para segurar. Por gentileza, recorra a esta busca no Google e entre nas versões apresentadas; depois abra os arquivos e encontrará os nomes citados nos créditos do programa - aqueles que não funcionarem em PDF abrem em HTML.
Atualmente Eliane Mingues trabalha como consultora de conteúdo do Almanaque Educação, uma brilhante parceria entre a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e a Secretaria da Educação do Estado, conforme DO de 12 de maio de 2009:

Contrato: 15/0219/09/04

- Empresa: Fund. Padre Anchieta - Centro Paulista de Rádio Tv Educativas
- Objeto: Serviços de produção e exibição de 26 programas da série “Almanaque Educação”,
incluindo publicação do conteúdo por intermédio do site do programa e elaboração de oficina de vídeo de serviços de produção audiovisual para o projeto “Formação e Informação”-
- Prazo: 243 dias
- Valor: R$ 4.718.714,29
- Data de Assinatura: 30/04/2009.

OBSERVAÇÃO - O link que aparece ao final das páginas sobre Zuleika, acima, é de projeto criado, elaborado e mantido a preço de diamantes descomunais pela Fundação Vanzolini, para a FDE/SEE-SP: São Paulo Faz Escola. E, sem dúvida, tal projeto também merece maior interesse do público.

6 comentários:

  1. Tem de haver um mínimo de noção sobre esse assunto para que a juventude de nosso país esntenda como nosso futuro presidente pretende f*der a nação, oras!

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  2. Significativas coincidências...


    Não pode ser. Na sua militância juvenil Iara Prado foi presa pela ditadura no Rio Grande do Sul, junto com o atual líder do PT na assembléia, Rui Falcão; no ministério da Educação sob o comando de Paulo Renato cooptou mais de 15 militantes reconhecidos do PT para trabalhar no programa Parâmetros em Ação e ainda deu a maior força para o então governador do PT no Acre Jorge Viana. E por último: Dilma Rousseff, no velório de Ruth Cardoso abraçou e beijou efusivamente Iara Prado e também seu conhecidíssimo marido Antonio Prado, o Paéco (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2606200801.htm). São coincidências demais.

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  3. se alguém não compreende a expressão: matou a cobra e mostrou o pau" que leia esse blog.
    parabens.

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  4. E depois o Zé Pedágio diz que a culpa pela educação MUITO RUIM em São Paulo é dos Cursos de Pedagogia.
    Valha-me Deus

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  5. O DEFICIT DEMOCRÁTICO NA CIDADE DE SÃO PAULO
    A cidade de São Paulo tem experimentado desde a posse do então prefeito José Serra escalada autoritária que faz lembrar os piores dias do governo Maluf, estratégia que não foi alterada na gestão Gilberto Kassab, senão vejamos : 1) Fim do orçamento participativo; 2) Morte do Conselho de Representantes; 3) Retorno na prática das Subprefeituras á condição das antigas administrações regionais; 4) Centralização ao invés de descentralização de decisões; 5) criminalização dos movimentos sociais; 6) ataque ao controle social.
    Este déficit democrático na cidade de São Paulo permeia toda a administração pública porque a democracia em sua modalidade participativa ou direta causa ojeriza à aqueles que entendem dispensável, a participação popular nos destinos da cidade, pensam que a democracia representativa é suficiente para a gestão de uma cidade do tamanho e da importância de São Paulo.
    Assim é que na medida em que a população organizada não é ouvida em suas mais sentidas reivindicações, os serviços de uma maneira geral acabam por se degradar, as políticas públicas não contemplam as necessidades da cidade como um todo, mas de grupos via de regra economicamente poderosos.
    Quando a democracia inexiste ou é restrita como ocorre na cidade de São Paulo, é a saúde, a educação, o transporte público, a moradia, a cultura, enfim toda a vida da cidade que sofre concretamente com a falta de influência nos seus destinos.
    O Conselho Municipal de Saúde tem contra si ação judicial movida pela municipalidade questionando a eleição de seus membros, colocando assim o próprio controle social no banco dos réus. Ainda na área da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde apresentou no mês de abril deste ano ao conselho Plano Municipal de Saúde do biênio 2008-2009, quando dois terços do referido "plano" já foi implementado e plano, todos sabem pressupõe que seja prévio, até agora nenhuma notícia do plano 2010-2011, a SMS quer que o CMS aprove a todo custo o referido plano 2008-2009, receoso de que o Ministério da Saúde bloqueie as verbas destinadas a cidade de São Paulo.
    Sem controle social não há Sistema Único de Saúde na cidade de São Paulo e o SUS se constitui em conquista histórica do povo brasileiro e não pode ser demolido sistemática e diariamente como acontece nesta cidade com o desrespeito aos conselhos gestores, privatizações, terceirizações e toda a política nefasta de negação do SUS como pacto civilizatório do povo brasileiro.
    É preciso recolocar na agenda dos movimentos sociais da cidade de São Paulo a luta pela ampliação da democracia na cidade de São Paulo, com respeito ao controle social, instalação dos conselhos de representantes, orçamento participativo, dialogo com os movimentos populares, só com o fim do regresso da democracia na cidade de São Paulo é que teremos um SUS com qualidade, uma política habitacional que contemple a maioria da população, transporte público de qualidade, cultura e tudo o que uma cidade como São Paulo precisa.
    Quem diria, mais a questão da democracia está na ordem do dia na cidade de São Paulo,

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  6. NaMaria:
    Esse Manoel de Barros é uma espécie de Mário Quintana com encefalite. A originalidade às vezes forçada de Mário Quintana não o faz despenhar pelo abismo da incomunicabilidade. Mas De Barros é pretensioso: quer esticar ainda mais a corda da originalidade (neste caso, falsa). Quer ser tão original que ninguém o entende; nem ele mesmo. Se julga profundo, quando o fundo da questão é bem rasinho, visível a olho nu mesmo com águas barrentas. Talvez precise de ajuda para arranjar um público que fingirá entendê-lo (como os jornalões que já ninguém compra mas que precisam faturar para continuar com a sua Dança da Chuva). Serra parece estar se especializando em ajudar os Sem Talento...

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