segunda-feira, 30 de novembro de 2009

InfoEducacional e a Secretaria da Educação de SP


(fonte das imagens)

O moço que aparece feliz da vida e sorridente, ao fundo, ao ver uma bolada de dinheiro chama-se Alexandre Tavares de Assis, vulgo Mineirinho. Ele é especialista em informática da educação, é pós-graduado em marketing e gestão de negócios, diretor-presidente da Info Educacional, empresa sediada em Belo Horizonte, com filiais em Brasília e Luanda (Angola). Tal empresa e proprietário são citados na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, sobre o governador José Roberto Arruda (DEM) e seu mensalão no Distrito Federal. A empresa de Alexandre teria "dado" R$60 mil ao secretário de Educação do DF, José Luiz Valente, - há outras versões; mais informações neste vídeo.


A Info Educacional, repare só a coincidência ou em como o mundo dos fornecedores governamentais é minúsculo, teve toneladas de software comprados pela FDE, de 2003 a 2006 - os anos dourados das compras desses produtos. A fornecedora entrou nos negócios do Estado de SP pela fantástica porta da inexigibilidade de licitação.
O software em questão foi o Virtus - Módulos Básico, Intermediário e Avançado - de Língua Portuguesa, de Matemática e de Língua Inglesa, serviu para dois projetos educacionais da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação): Trilha de Letras e Números em Ação - de Português e Matemática, respectivamente, desenvolvidos pela equipe da gerência de informática pedagógica da FDE, a pedido da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP) da Secretaria de Estado da Educação (fonte). Nomes famosos assinaram os contratos: Tirone Francisco Chahad Lanix (Diretor Executivo FDE: 2003-2005), Alexandre Ortelan dos Passos (Diretor Técnico - 2006), Milton Dias Leme (Diretor de Tecnologia da Informação - 2006).

Pelo que se pode apurar nos labirintos do Diário Oficial de SP, foram feitos os seguintes contratos e pagamentos ao Mineirinho:

Vale a pena conferir os seguintes links para outras conclusões sobre a estreiteza das relações no universo dos negócios públicos:

- Vice-governador e Secretário lançam os programas Português e Matemática em Foco (aqui);
-
Tecnologia e linguagem juvenil são ‘ferramentas’ para reforçar aprendizagem de alunos do Ensino Fundamental (aqui);
-
Entrevista com Alexandre Tavares de Assis (aqui);
-
Moderna tecnologia evita evasão escolar e recupera quase 100% dos estudantes (aqui)
- Outras informações no Diário Oficial de SP (aqui).

sábado, 21 de novembro de 2009

SARESP 2009: O rescaldo



A narrativa fecunda em incidentes do SARESP 2009, a barafunda abissal, por enquanto, pode assim ser resumida:
  • Nem todas as escolas/classes/turmas, como preferir, receberam as provas corretamente. Entenda-se: no caderno de provas de português deve constar apenas questões de português e não de geografia ou matemática, que seriam em outro dia, por exemplo. Então o Miguelito está lá respondendo sobre a metafísica de uma charge sobre cortadores de cana e quando vira a página encontra gráficos, números e equações sobre venda de banana a quilo. Miguelito pensa que pirou ou as regras mudaram repentinamente ou ainda, que transformou-se em vidente. Mas não: foi erro do grosso mesmo, daquele mutirão dos 350 (ou mais) levado às pressas para a gráfica tapa-buraco do SARESP, a IGB - Indústria Gráfica Brasileira (Barueri), com os ônibus da JWA Transportadora Turística, contratada sem licitação em caráter de urgência. Problemas desta natureza aconteceram aos montes, em graus vários e diversas localidades paulistas.

  • Nem todos os gabaritos das provas chegaram, quando chegaram não correspondiam com as provas. Quer dizer, a Secretaria da Educação e a FDE disseram ter criado 26 provas diferentes, com 24 questões cada, para evitar o ocorrido com o ENEM, há pouco mais de um mês. Vai daí que cada prova tem sua respectiva folha de respostas - as questões são as mesmas, o que muda é a ordem das perguntas. Se o Miguelito faz a prova modelo 24, deve ter em mãos o gabarito 24, onde assinalará as opções de respostas que julgar corretas. Acontece que Miguelito recebeu o gabarito da prova 13. Entretanto, no modelo 24 a resposta da questão 1 é C, e no modelo 13 é A. Elementar a confusão em cascata a partir disto, no momento da correção. Vale ressaltar que muitas unidades escolares receberam apenas os gabaritos, prova que é bom, necas; é a lei da compensação.

  • Nem todas as questões, por sua vez, tinham uma única opção correta, como costuma acontecer em avaliações corriqueiras e universais; assim sendo, ainda que o aluno tivesse chegado à resposta correta, teria que adivinhar qual era a alternativa correta. Da mesma forma, provas de matemática pediam que os alunos analisassem determinadas figuras, entretanto as tais figuras não estavam impressas para serem analisadas. (Comentário em Problemas na Aplicação do Saresp - 19/11/09)

  • Nem todas as escolas receberam provas em número suficiente para os alunos inscritos, enquanto que em outras era uma loucura e sobravam para todo lado. Isto é: provas das Escolas P, R e S foram parar na Escola X, que não precisava delas, deixando as Escolas P, R e S a ver navios enquanto a outra se afogava em celulose. Resultado: onde havia miséria de provas os professores tiraram cópias na base da vaquinha e/ou dinheiro da APM. Naquelas que as tinham de sobra, só Deus sabe o que foi feito com tanto papel, talvez o mesmo fim dado às montanhas de Caderno do Aluno, tão apropriadamente impressos pela Plural (a mesma gráfica do ENEM vazado), e outras de mesmo calibre.

  • Nem todas as escolas tiveram a sorte de contar com os aplicadores (R$50,00/período) e fiscais (R$100,00/dia) das provas, treinadíssimos e contratados a preço de ouro, porém muito mais em conta do que aqueles que serão designados multiplicadores no Nordeste (R$2.000,00/aula). Solução: diretores e demais responsáveis nas escolas se viraram nos trinta para tudo não se encaminhar ao brejo mais próximo. Agora só falta saber como essas pessoas serão pagas e quando, já que não tinham contrato como o dos faltosos.

  • Nem todos os professores, diretores, aplicadores e fiscais ou gente com problemas sarespianos conseguiram falar com o 08007273112, número fornecido pela empresa que levou R$ 27.418.148,80 para cumprir o contrato do SARESP 2009, o CAEd. Portanto, deve ter gente que até agora não sabe o que fazer da vida.

  • Nem todos os alunos que ficaram sem responder à avaliação do sistema, por um fato ou outro, perderam a chance de demonstrar o que sabem. Benevolentemente foram marcadas novas datas: 20 ou 23/11, caso dia 20 tenha sido feriado na cidade. Portanto engana-se quem pensa que o bafafá terminou.

Embora a grande imprensa tenha se mantido taciturna, o tema foi cansativamente explanado pela assessoria de imprensa da Secretaria da Educação. Vejamos:
  • Para o caso do sorumbático 0800 que não atendia ninguém, a assessoria de imprensa da SEE explicou que a Embratel comeu bola ao confundir milhares de chamados de professores em pânico com um furioso ataque de hackers, mancomunados que estavam para escangalhar com o SARESP. O procedimento é normal, disse a assessoria de imprensa da SEE.

  • Para o caso das escolas em Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato, Cajamar, Atibaia e outras que receberam provas de português pela segunda vez, quando deveriam ter recebido de matemática, a assessoria de imprensa da SEE informou que a ocorrência não foi significativa o suficiente para paralisar o andamento da prova e não terão [sic] grande influência no resultado da análise.

  • Da mesma forma, os 200 alunos (6 turmas) da EE Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Sorocaba (90 km distante de SP, Rod. Castello Branco), se estreparam. Primeiro receberam as provas de uma escola de Santa Bárbara d'Oeste (130 km de SP, pertencente à região metropolitana de Campinas, Rod. dos Bandeirantes). Quando as novas caixas finalmente chegaram a diretoria tinha ordens de só abri-las na hora de cada prova. No dia da avaliação de matemática, no momento da distribuição, souberam que estavam com a de português, de novo. Diante disto atrasou geral e só terminarão o calvário dia 23/11. A assessoria de imprensa da SEE informou que o processo de avaliação não será comprometido.

  • No caso dos gabaritos trocados, a solução caseira foi simples: mandaram a gente riscar o número da folha de respostas e colocar igual ao da prova. Fala verdade, você aí não gostaria de participar dessas correções?

  • Para o caso perdido de Araraquara (273 km a noroeste de SP), no dia 18/11, apenas 20 mil alunos perceberam, ao mesmo tempo, que as provas de português estavam misturadas com as de geografia - cujo conteúdo só poderia ser conhecido no dia seguinte, junto com a prova de história. A assessoria de imprensa da SEE disse que o erro de empacotamento das provas foi isolado e não comprometeu a avaliação. Só as provas de geografia seriam substituídas, as demais deveriam ser guardadas.

  • Resumo final: O que você pensaria sobre isto, então?
    Pois saiba que a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação e seu Secretário, classificaram os problemas como "normais" para um exame do tamanho do Saresp.
Não obstante tamanha normalidade, temos algumas perguntas/pensamentos básicos:

- O SARESP é um exame para avaliar o sistema educacional do estado e serve-se dos alunos para tal fim.

- O SARESP não pode e nem deve ser usado como moeda de troca entre escolas e estudantes, ou seja: ninguém pode chegar no aluno e falar "olha, Zezão, você faz a prova e te aumentamos as notas, tá bem?" ou "em vez do provão final, a nota que vale é a que você tirar no SARESP" ou "Zezão, se tu não fizer a prova do SARESP tuas notas vão pras cucuias e você repete de ano" ou "escuta bem, se vocês forem mal no SARESP terão tanta lição, mas tanta que nunca mais conseguirão levantar nem pra ir ao banheiro"... Deu pra entender? Tudo isso não pode ser feito. Mas é.

- O SARESP funciona por adesão e não obrigação; não se pode obrigar os estudantes a participar, mesmo que a escola tenha aderido; não pode haver, em hipótese alguma, represálias aos estudantes pelo não comparecimento às provas. Mas elas existem.

- Os alunos não sabem para que serve o SARESP e ouvem explicações no mínimo furadas: vamos receber mais materiais de consumo pela participação, vamos poder contratar pessoal de limpeza, a merenda vai melhorar... Tudo engodo. Quem faz isto está mentindo.

- O SARESP, na verdade, é mais uma forma de poder dar umas migalhas aos professores, em vez de aumento real, como deveria ser. É como a coisa do bônus. É como o programa por mérito. Se tua escola for bem, se melhorar te damos um "aumento". Daí o interesse em que alunos participem, sem eles, nada feito. Caso contrário é mais uma punição sob formas legais. Infelizmente muitas escolas por aí não revelam as reais intensões aos alunos. E quando o fazem, os alunos não estão nem aí.

- A avaliação, do jeito como é feita, não avalia nada - mesmo com todas as teorias e teóricos pedagógicos que a cercam, que fazem parte de grupos de seus estudos ou que estão metidos em suas comissões. Poderia ser séria, poderia ser uma maravilha. Mas não é.

- E já que o atual governo acredita tanto em pesquisas e estatísticas, por que não fazer o SARESP por amostragem? Seria mais barato, no mínimo. E menos estressante, com menores particularidades de logística etc..

- Está explicado porque tamanho caos é considerado completamente normal?

Agora, bacana mesmo é o que ocorreu entre as ETEC's (Escolas Técnicas), escolas estaduais e o boicote ao SARESP no qual participaram. Você poderá acompanhar o barraco generalizado aqui, em breve. Emocionantes histórias com personagens do bem e do mal, pensadores cordatos, ativistas coerentes, acéfalos fascistas, alcaguetes inatos e outras personas mais. Fique ligado.

Mais fontes de tudo aí acima? 1 # 2 # 3 # 4 # 5 # 6 # 7 # 8 # 9 # 10
(os números podem e serão ampliados).

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Saresp 2009: A culpa é da Embratel

Ah, bom, então tá explicado o motivo de milhares de professores, fiscais e o mundo terem tentado ontem (e hoje) ligar para o serviço de atendimento do SARESP 2009 - 0800-7273112, sem obter sucesso. A coisa só dava ocupado ou simplesmente ninguém atendia as chamadas.

A razão do fracasso é límpida: a Embratel confundiu quantidade de chamadas em aluvião com uma invasão de hackers alucinados para acabar com o sistema. Não, senhoras e senhores, o caos telefônico nada tem a ver com um número insuficiente de humanos atendentes do outro lado da linha; nem com a fraca logística implantada que não previu que todos ligariam ao mesmo tempo para dar os relatórios das provas, reclamar de problemas gráficos diversos, informar falta de fiscais etc. (ver textos imediatamente anteriores e acompanhe). A culpa é da Embratel.

Agradecemos à Professora Marisa que nos comentou o seguinte, em 18/11/2009, às 11:42:00:
NaMaria,
já te mandamos por email a situação que estamos passando com o 0800 do Saresp que jamais funciona. Ontem ficamos passando os resultados até tarde da noite. Hoje a confusão continua porque os problemas nas provas também continuam aparecendo a cada instante. Hoje tem matemática mas nem queira imaginar o que estamos passando! Então como falaremos com o CAED se o 0800 não funciona? Nem adianta insistir na FDE pois o problema é do CAED.

Hoje saiu esta notícia aqui de nossa região

Voce acredita numa coisa dessas? Claro que a Embratel desmentiu com razão. Será que sempre seremos tratados como idiotas?
A culpa de não terem disponibilizado atendentes em número suficiente para o Saresp é da Embratel sabia? Foi coisa de hacker!!!! O blecaute foi coisa de hacker!!! O Saresp é coisa de hacker!!!!!

A culpa de ter tantos alunos na rede é de quem? É nossa.
A culpa de querer fazer um serviço bem feito é de quem? Só pode ser nossa.
A culpa dos chefes não terem se preparado para o volume de inscritos no Saresp é de quem? Só pode ser nossa também.
A culpa da gráfica ter atrasado e agora ter grampeado as provas tudo errado é de quem? Nossa.

Está certa a colega que disse que a corda arrebenta sempre no nosso lado pois somos mais fracos. A culpa de tudo é nossa. Agradecemos o apoio do blog de vocês.
Saresp? Nunca mais!!!!!!!


De acordo com o link do JCNET passado pela professora, a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação diz o seguinte:
Foi um 'boom' no sistema e, por precaução, a Embratel decidiu derrubar, mas depois fez a conexão com o Caed, que disse que era normal. (...) Como é um exame imenso e, quando acabou, todo mundo resolveu ligar, a Embratel pensou que fosse um ataque de hacker e derrubou o sistema.

O Sr. Manuel Palácios, coordenador do CAED para o SARESP confirma que tudo parou por 30 minutos, mas depois ficou uma beleza:
De fato, pela manhã, chegou a ser suspenso o serviço por conta de uma atitude automática dos sistemas da Embratel diante de um acúmulo de chamadas em um determinado momento, que eles diagnosticaram como um ataque de hackers.
Ainda segundo Palácios, a Embratel se equivocou e
não desativou como deveria o seu sistema de proteção contra invasores. Ela deveria ter desativado essa proteção.

Já a Embratel diz o seguinte:
A Embratel é responsável pela prestação do serviço de 0800. A Embratel não é responsável pelo atendimento das ligações. Com a prestação do serviço de 0800 da Embratel não há problema algum. Se houve qualquer falha no atendimento, não compete a gente.
Então tá, então.

PS - Quando acabar o Seminário Paulista de Formação de Professores da Educação Básica, onde estamos, voltaremos com notícias.

PS2 - Novos comentários sobre o SARESP 2009? Aqui tem. São bastante elucidativos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SARESP 2009: Do caos à (pequena?) desordem - dia 1



O primeiro dia do SARESP 2009 foi realizado em SP. Um alívio, um sofrimento a menos. Uma maravilha.

Nem tanto, NaMaria, nem tanto. O que deu foi um montão de enrosco.

Confirmando as mensagens recebidas anteriormente e ampliando o quadro, tivemos o seguinte levantamento dos pequenos problemas que, para aqueles que os enfrentaram, foram verdadeiros pesadelos:

- Em 17/novembro; às 13:30 - de: -----Novaes (Vale do Ribeira)
Cara Namaria;
Finalmente as provas chegaram em nossa escola quase em cima da hora da aplicação assim quase não tivemos tempo de conferir tudo para entrega-las aos alunos. Tivemos que fazer cópias xerocadas das provas porque faltaram provas e sobravam alunos. Quer dizer que as provas não vieram em número suficiente para todos. Detalhe: nós pagamos as cópias de nosso bolso, fizemos a famosa vaquinha. Das duas uma: ou a listagem do banco de dados do CIE [Centro de Informações Educacionais, da Secretaria de Educação] está completamente furado, ou o mutirão convocado pelo secretário Paulo Renato para trabalhar lá na gráfica estava louco e não colocou a quantidade de provas suficientes nas respectivas caixas. Depois nós professores é que devemos ser avaliados e sempre somos os culpados de tudo? Assim é complicado, Namaria! Queremos só ver o que vai acontecer amanhã, manteremos você informada.

- Em 17/novembro; às 12:55 - de Sérgio----- (Litoral)
NaMaria, não apareceu nenhum fiscal aqui no período matutino. Foi uma desgraça de confusão mas no meio da desgraça ninguém sabia como resolver o problema. Você acha que merecemos tal desordem e ignorância dos nossos governantes? É melhor ser secretário ou qualquer outro burocrata do que ser professor ou aluno nesse São Paulo.

- Em 17/novembro; às 11:14 - de: Virgínia----- (Grande SP)
Olha NaMaria a coisa tah preta pro nosso lado. As provas chegaram aqui na escola parecendo uma caixa de lixo, sem o tal do lacre, faltando gabaritos, com provas rasuradas!! O pior eh que a gente deve notificar tudo para o CAED [empresa responsável pelo SARESP 2009] usando o fone 08007273112 que soh dah ocupado o tempo todo!!! Daí a gente liga para a FDE no 08007770333 e quando dah certo eles falam que eh tudo soh com o CAED. Se a gente deixar tudo errado como veio para a escola vai prejudicar todos que querem fazer o melhor. Eh para desistir? O QUE QUEREM DE NOS?

- Em 17/novembro; às 12:10 - de: José MF----- (Vale do Paraíba)
Uma desorganização tremenda, NaMaria! Nunca vimos tamanho descaso com a educação e ainda chamam isto de avaliação? Avaliar o que??? A falta de preparo, a falta de respeito deles conosco? Estamos aqui feito palhaços esperando e correndo para todos os lados para apagar os incêndios que a secretaria provocou. Essa porcaria de 0800 não atende a horas e horas. Dá vontade de largar tudo NaMaria. A gente só não abandona por causa dos alunos que não tem culpa dos nossos péssimos dirigentes. Esse saresp é uma vergonha igualzinho aqueles que o fizeram. Por favor Namaria denuncie tudo por nós. Abraços.

- Em 17/novembro; às 15:23 - de: Wellington----- (Noroeste de SP)
NaMaria as provas chegaram tudo trocadas aqui... kkkkkkkkkkkkk... a não ser que a gente passe todo mundo da 4ª para 3ª EM agora mesmo aí eles podem realizar as provas kkkkkkkkkkk Essa gente é piada. Vão ser desorganizados assim lá no Paraguai do Sul que eles inventaram naquele mapa deles ... kkkkkkkkk... HELP NÓIS NAMARIA!

- Em 17/novembro; às 11:59 - de: Maria R----- (Vale do Paraíba)
Namaria vc sabe outro número diferente do 0800 do CAED? Essa droga de 0800 só dá ocupado ocupado ocupado... Como é que só dão um número de telefone para atender essa quantidade imensa de escolas? Está faltando um pedaço da prova, o que fazer? Nem a diretoria de ensino sabe.

- Comentário de La Pasionaria Ibarrure no post anterior deste NaMaria:
Pois é, depois de indas e vindas, de esquemas swuaterianos (da Swat) de segurança para evitar vazamentos, finalmente o Saresp está sendo aplicado.
Mas eu pergunto: Prá que tamanho esquema de segurança se, ao chegar a algumas escolas, os envelopes não continham provas suficientes para os alunos? Solução doméstica (ordem dos dirigentes regionais), tirem xerox das provas, a APM paga a conta, pois não há verba para xerox. Pode? (...)


Já deu para sentir o drama? Tem isto tudo e outro tanto. Pela WEB encontramos mais, como no dia anterior. Talvez dos relatos mais interessantes seja o que se lê no Professor Temporário - vale conferir a tragédia do Vazamento na prova do SARESP.

Enquanto isto a grande imprensa, a boa filha de sempre, não toca sequer numa vírgula dessas agruras. Não cita a Prova São Paulo para 350 mil estudantes municipais, justamente nos mesmos dias do SARESP. Como terá sido? Talvez muito bem, já que governo e prefeitura dão-se às maravilhas. Alunos, professores e demais podem se ajustar como for. Qualidade dos resultados? Como assim?

A mídia convencional cala-se geral, exceto pela manifestação de alunos contrários ao SARESP, na manhã de ontem (17). Mas o texto é tão pífio que não diz, por exemplo, nem de onde são os tais 300 alunos reunidos na Praça Coronel Fernando Prestes, perto da Avenida Tiradentes, como se fossem de todo e lugar nenhum. No entanto, qualquer micuim sedento sabe que em tal pracinha funciona o Centro Paula Souza, aquele que administra 167 Escolas Técnicas (ETEC's) e 49 Faculdades de Tecnologia (FATEC's) estaduais - as mesmas que o Governador Serra está divulgando desesperadamente nas emissoras de TV como suas pérolas mais caras e diletas.

Ali bem próximo está a Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETESP), no Bom Retiro. O que o jornalão não diz é que foi de lá que partiu a manifestação e esta escola manteve a posição de sempre: não aderir ao SARESP. Estavam presentes outras sete ETEC's. A Getúlio Vargas, do Ipiranga, só participou da prova porque não foi avisada em tempo. As demais entraram no barco da avaliação porque seus grêmios ainda não são tão fortes. Muitos seguranças e PM's estavam presentes durante as quatro horas de reunião estudantil, porém apenas vigiando, ao contrário do que aprontaram na USP. Alunos faziam imagens e um deles nos disse que queriam contato com o pessoal da Carta Capital porque não confiam na grande mídia - que já os tachou de baderneiros.
Os alunos tem toda razão.

sábado, 14 de novembro de 2009

SARESP 2009: A saga continua

Será que vai dar tempo para a gráfica fazer o serviço desta vez?
Tomara que sim. Quase 3 milhões de estudantes paulistas esperam a oportunidade de mostrar seus conhecimentos e, assim, o Governo poderá avaliar o "sistema", consequentemente dará ou não aumento aos professores das escolas que forem bem nas provas et cetera e tal.

A grande filha do Estado, a imprensa oficial, não divulga nada, não diz nada. Nenhuma CPI de gráficas, nenhuma coletiva com os responsáveis, nadica de nada. Mas encontra-se facilmente na Internet comentários do professorado, alunos, fiscais (R$100,00/dia), aplicadores (R$50,00/período) e demais envolvidos (sérios) que se sentiram lesados pelo adiamento das provas. A começar aqueles que estão no blog da jornalista que "primeiro divulgou" o cancelamento.

Não se fala dos 45 mil prejudicados na região de Marília. Não se fala dos Jogos Regionais do Idoso (JORI), em Piracicaba, marcados há séculos para os mesmos dias do adiado SARESP; os velhinhos de 160 municípios de SP ficariam alojados em 16 escolas, mas como a Física já garantiu que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, foram todos remanejados para novas datas, afinal eles não são tão importantes assim.

Muito menos digno de atenção é a IV Conferência de Educação da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), a realizar-se de 17 a 19 de novembro na cidade de Serra Negra, ou seja: junto com as "provas de avaliação do sistema", daí que muitos professores ainda não comprovaram ter o poder da bilocação e deixarão de se apresentar em um dos eventos (ver nota à imprensa). Sem contar os muitos outros comentaristas que podem ser lidos aqui, aqui e até aqui... Mas são tudo bobagens, coisa de gentes que não lotam uma Romiseta, por isso mesmo a imprensa, boa filha, não mostra nada.

Mas e quanto ao Seminário Paulista de Formação de Professores da Educação Básica, promovido pela Secretaria da Educação? Foi feita licitação e tudo, gente. O contrato 52/0435/09/05 (ver edital), para empresa de prestação de serviços de planejamento, organização e execução do Seminário teve como ganhadora a Naturiche Eventos Ltda (sem site, mas com Google), em DO de 15/setembro. Foram pagos até agora R$ 123.000,00 - tendo sido assinado em 22/setembro, com DO de 14/outubro. Originalmente seria nos dias 10 e 11 de setembro passado, mas por algum motivo não deu certo. Daí remarcaram para os dias 17 e 18 de novembro, justamente nos mesmos dias do SARESP. E agora? Como ficam os participantes? Ou estarão todos no Maksoud Plaza Hotel, das 8 às 18 horas, porque uma coisa não interfere na outra? E o Secretário Paulo Renato Costa Souza acompanhará qual dos eventos mais de perto?

Seja como for, pela quantidade de mensagens sobre o SARESP 2009 que continua entrando em nossa caixa postal, "parece que sei lá". As caixas com as provas estão chegando nas escolas - mas com problemas. Mensagens acusam que chegam abertas, sem o lacre, com papelão escangalhado, com erro de destinatário. Dá um desconto, gente - é a pressa, é o apagão, é o Rodoanel que despenca e atrasa a estrada. Vai dar certo, tem de dar certo, afinal tem centenas de pessoas trabalhando lá na gráfica.

Então segue um pedido: vocês que nos escrevem de todo interior de SP e Capital, por gentileza, incluam maiores detalhes do que chamam de "problemas" na entrega das provas. Quem não recebeu as caixas ainda?

Ao mesmo tempo, sabe-se pelo Diário Oficial de 13/novembro que a FDE (Fundação Para o Desenvolvimento da Educação) contratou em caráter de emergência e sem licitação, porém sob o respaldo da lei, a empresa JWA Transportadora Turística LTDA (JWA Turismo - CNPJ 47.900.949/000101), em apoio à logística de preparação das provas do SARESP/2009. A transportadora se dispôs a executar os serviços de acordo com nossas necessidades [da FDE e Secretaria da Educação], com preços compatíveis.

Mas o que faz uma empresa de ônibus fretados nesta história de SARESP? Entregar as provas em seus destinos é que não deve ser, né? Para que será isso, gente?
Eita, Diário Oficial doido.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Definitivo: Deu Enem no Saresp 2009

Agora é para valer. As provas SARESP 2009 foram adiadas por problemas de logística. O SARESP miou, finou-se.

Como assim?

No blog da Renata Cafardo, a mesma que alertou do vazamento do ENEM, tem algumas informações. Mas, claramente, há mais.

Os tais problemas de logística se transformaram numa torrente de equívocos e acabou que as escolas ficaram sem as provas. Problemas de gráficas - sim, no plural e não da Plural, desta vez.
Então vejamos.

Depois do e-mail de "CFSilva" citado no texto anterior, sobre a demora da chegada das provas nas Diretorias de Ensino, nossa caixa de correio encheu-se de outras mensagens, que por termos julgado tão surreais, não foram publicadas e dirigiram-se ao lixo. Mas parece que, agora refletindo sobre elas, eram sérias.

Recebemos desde denúncias absurdas até narrativas detalhadas sobre um mutirão de pessoas tentando salvar a situação durante a noite toda, de domingo para segunda-feira. Pelo menos quatro leitores escreveram que as provas já estariam na estrada, rumo ao interior de SP, nesta madrugada, e que chegariam entre 3 e 5 da manhã, que era para ficar esperando. Foi assim em quase 75 mensagens - que não param de chegar, inclusive uma sobre certo boletim de ocorrência, o qual esperaremos mais um pouco para divulgar, se for o caso.

Aqui no blog, um comentarista identificado como "Thiago G.", cujo IP é de Osasco, escreveu enigmas sobre a tal gráfica. Logicamente fomos atrás das informações, de acordo com suas dicas:
1- o nome da gráfica é uma sigla;
2- a gráfica é "visinha" da Plural, aquela do ENEM;
3- a gráfica "fica numa rua com nome indígena".

Pois bem, a Plural é em Barueri, região do nobre Alphaville. Fomos ao Google e nos deram este resultado para empresas do ramo na região, confirmado por este outro resultado. Com isto em mãos tudo ficou mais fácil, porém não exato. Nossas escolhas ficaram com qualquer coisa que tivesse nome de índio no meio e uma sigla no começo ou final. São elas:
1- GGM Gráfica e Comunicações (Tucunaré);
2- GZM Editorial e Gráfica (Tucunaré);
3- Indústria Gráfica Brasileira (Caiapós; sem a sigla naquela página, mas...)
4- Margraf Editora (Piracema).

A primeira não tem site nem e-mail ou fone. O mapa mostra isto.
A segunda aparentemente funciona no mesmo endereço da anterior.
A quarta foi descartada porque ninguém atendeu o telefone ontem à noite.

Justamente graças ao aparelho do Graham Bell ficamos sabendo que a gráfica do Saresp 2009 foi (é) a IGB - Indústria Gráfica Brasileira. O site não explica absolutamente nada para uma empresa de tamanho porte, mas a pessoa (um tanto rústica, por sinal) que atendeu a ligação quando perguntada: Como estão as impressões do Saresp?, respondeu: Tem uma gentarada danada aqui. Sem mais ter o que falar, agradecemos e desligamos. Se tal pessoa sabia do que estávamos perguntando não fazemos idéia, mas admiramos sobremaneira a resposta. Hoje, o atendimento ao chamado telefônico foi bem diferente. Experimente e verá.
No 0800 da FDE não disseram nada com nada, hoje cedinho. Resta saber se é esta gráfica mesmo ou outra - fiquemos atentos. E a pergunta: por que a gráfica pediu o adiamento? Tal fato, independente da qualidade da resposta, ficará eternamente em seu currículo.

Sem esquecer que a gráfica sozinha não faz verão: a empresa do Saresp 2009 está junto nisto, a CAEd - Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação, da Universidade de Juiz de fora, também responsável pelo contrato com as gráficas. Todo mundo merece ser ouvido, assim como fizeram com o ENEM.

Agora sai o que sai no Estadão, burocraticamente.
Ainda bem que esta é uma prova para avaliar o sistema, não os alunos. Ainda bem que é coisa só de SP. Mesmo assim, eles, sobretudo o alunado, os fiscais, aplicadores, professores, Diretorias de Ensino ficarão a ver navios, em suspensão.
Mas tudo certo, afinal eles não são o sistema.
E o sistema acaba de ser avaliado.

domingo, 8 de novembro de 2009

Momento de tensão no ar: Vai dar ENEM no SARESP 2009?


Caros leitores deste singelo blog;
Chegou em nossa caixa postal a mensagem que segue abaixo, reproduzida literalmente. Em virtude do teor delicado faremos como o Nassif em determinados posts, quando a coisa tá preta e carecendo de confirmação; colocaremos assim:

EM OBSERVAÇÃO (os grifos são de nossa lavra)

de: CFerSilva (cefersilva@-----.com.br)
para: NaMaria News
data: 8 de novembro de 2009 13:30
assunto: SARESP urgente

Prezada Namaria
Eu trabalho em uma Diretoria de Ensino na região Leste da cidade de São Paulo há mais de 18 anos. Como você deve estar sabendo teremos a prova SARESP começando na segunda feira dia 10 de novembro até dia 12. Nosso problema Namaria, é que até agora nenhuma caixa com as provas chegou em nossa Diretoria de Ensino e pelo jeito em nenhuma outra. Depois de participar de muitas palestras, reuniões e explicações sobre o andamento do SARESP, o que deveríamos fazer e como proceder, sobre a atuação dos fiscais e aplicadores e tudo que possa imaginar nada foi conforme o planejado!!! Nunca vi tamanha desorganização em todos estes anos de magistério, tudo piorou demais!! Estou de vigília desde sexta feira passada e como as informações são desencontradas pelo jeito eu e mais todos as outra Diretorias de Ensino do Estado deveremos ficar a disposição deles???? Uma hora falam uma coisa, que a gráfica deu atraso, outra hora falam que foram os caminhões.... O que aconteceu de verdade??????? Nós gostariamos de saber porque a situação é complicada. Até quando deveremos esperar?? Até parece que não há interesse nessas provas porque é coisa de nível estadual então tanto faz dar certo ou errado?
E se fosse o ENEM?????
Repito que não recebemos informações detalhadas para poder explicar para as pessoas que nos perguntam. Não soubemos nem explicar os erros dos cadernos de fiscais e aplicadores porque pelo jeito cada um tinha informações diferentes dos outros.
Veja bem Namaria nós estamos fazendo a nossa parte mas paciência tem limite. Aproveita para olhar o site do SARESP que vai encontrar a agenda dizendo os prazos para cada ação: entre os dias 5 e 9 de novembro nós deveríamos estar fazendo o registro das caixas recebidas com as provas, provas estas que já estariam nas DE entre os dias 5 e 6 de novembro. Pois é Namaria a coisa furou. Se as caixas não chegarem em tempo o que vai acontecer? O que será dos alunos e das escolas que aderiram ao SARESP este ano?????? Não quero nem imaginar se furar tudo e o pior é que va sobrar para nós que somos o lado mais fraco como sempre.
Você está sabendo de alguma coisa? Pode nos ajudar???
Atenciosamente;
C.F.Silva
COMENTÁRIO

Não tenho a menor ideia, caro(a) C.F.Silva.
O que sei é o que qualquer pessoa sabe: houve a concorrência 38/0009/09/01 para Prestação de serviços técnicos especializados na área de avaliação para execução do Saresp 2009, sob o regime de empreitada por preço global, em 30/junho/2009. O edital, primoroso em detalhes e especificações, foi assinado por Cláudia Rosenberg Aratangy (Diretora de Projetos Especiais) e Maria Conceição Conholato (Gerente de Avaliação e Indicadores de Rendimento Escolar), ambas da FDE.

Foi vencedora a Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, homologada em 12/setembro/2009. O valor saiu em 30/setembro: R$ 27.418.148,80 - com assinatura em 24/09/2009.
Em 2008 a vencedora foi a CESGRANRIO, e fez o serviço por R$17.981.947,00 (vide 38/0023/08/01).

Quanto ao serviço gráfico nada foi divulgado, isto deve ser de responsabilidade da vencedora e do conhecimento das partes. Exatamente como foi o ENEM 2009, cujo consórcio escolheu a Gráfica Plural e só ficamos sabendo porque deu o caos que deu. Caso haja algum leitor ciente de qual é a gráfica do SARESP 2009, por gentileza escreva-nos uma notinha.

Como também não sei como te ajudar nesta hora de sufoco, só posso torcer para que tudo dê certo. Se é como você diz, que está tudo atrasado geral, rezemos para que as provas cheguem em tempo, por exemplo, em Andradina e região - ponto distante pra dedéu da Capital. Daí é continuar orando aos céus para que vocês consigam averiguar os cadernos das provas, conferir tudo, organizar o povo e esperar saltitantes pelos alunos.

Que coisa estranha, né mesmo? Justo agora que as escolas do município também fariam as provas - sem contar as particulares. Pelo que foi divulgado no site da Secretaria da Educação, este seria o maior número do SARESP desde sua criação em 1996, quase 3 milhões de estudantes. A logística para tamanho empreendimento, imagine, deve ser uma loucura.
Acho melhor perguntar ao Secretário Paulo Renato e equipe se a denúncia procede.
Será que ninguém recebeu os pacotes mesmo? Onde estarão as provas, gente?

Aguardemos mais dados. A rede está em alerta.

OUTRAS INFORMAÇÕES
- Documento com agenda Saresp etc.. Neste link a coisa completa e mais profunda.
- Documento sobre a logística Saresp etc.. Neste link a complexidade generalizada.
- Documento sobre as provas Saresp, com links preciosíssimos para outros documentos, tipo cadastros, formulários, cartas, pesquisas etc.. Imperdível.

ATUALIZAÇÃO 1 - às 21:24
Lamentavelmente há pessoas compreendendo "um pouco" errado tanto a mensagem lá acima quanto o texto logo abaixo dela. Jamais foi dito que as provas "sumiram". Portanto, a Comunidade Brasil, no Orkut (fórum "E agora Serra, sumiram as provas..."), está absolutamente enganada. Ainda tentei explicar que eles não poderiam falar/escrever tais coisas, mas duvidaram de minha existência. Pode? Então que fique claro: nunca foi dito que as provas sumiram; só estão enfrentando sérios atrasos no cronograma. Uma hora dessas elas chegam. Calma, pessoal.

sábado, 31 de outubro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pequena atualização das compras governamentais



Você leu este texto?
Faltavam alguns valores das compras sem licitação. Então vamos atualizá-los:

DO - 26/agosto/2009
Contrato: 15/0529/09/04 - Empresa: Ediouro Publicações de Passatempos e Multimídia Ltda. - Objeto: Aquisição de 62.129 assinaturas da Revista “Coquetel Picolé”, que serão encaminhadas às escolas da Rede Pública, sendo 01 exemplar por aluno de 1ª série - CEI - “Programa Ler e Escrever” - Prazo: 517 dias - Data de Assinatura: 25/08/2009.
- Valor: R$ 1.183.557,45

DO- 29/agosto/2009
Contrato: 15/0614/09/04 - Empresa: Editora Abril S/A. - Objeto: Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante Atualidades Vestibular - Edição nº 10 e 27.500 exemplares da publicação Atualidades Revista do Professor, incluindo a entrega à 3.530 unidades escolares e 92 Diretorias de Ensino da Rede Estadual de Ensino - Prazo: 30 dias - Data de Assinatura: 28/08/2009.
- Valor: R$ 3.249.760,00

DO - 1/setembro/2009
Contrato: 15/0528/09/04- Empresa: Editora Abril S/A - Objeto: Aquisição pela FDE de 2.259 assinaturas da Revista RECREIO destinada as escolas e Diretorias de Ensino, sendo 01 exemplar por classe da 1ª série - CEI - Programa Ler e Escrever - Prazo: 486 dias - Data de Assinatura: 28/08/2009.
- Valor: R$ 891.220,68

Portanto, o valor parcial para este tipo de negócios (e clientes) também subiu de R$75.913.495,60 para R$ 81.238.033,73.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Caderno do Aluno é Plural

*

Totalmente assarapolhada pelo que o Sr. Cloaca News postou sobre a Posigraf, deu-me de desenrolar a linha de negócios apontada pelo potente braço da Positivo e seu respectivo contrato. Alvíssaras! Tal certame reúne outras 5 gráficas importantes da nação que, juntas, retiraram do nível protoplasmático o tal Caderno do Aluno, alçando-o às mais altas esferas da realidade.

Você se lembra daquela apostila contendo mapa com dois Paraguais que foi entregue aos alunos da 6ª série (Ensino Fundamental) das escolas públicas de SP? Foi em março deste ano, lembrou? Pois é, o mapa errado fazia parte do chamado Caderno do Aluno, revolucionário material pedagógico criado quando Maria Helena Guimarães ainda era a Secretária de Educação. O lançamento foi divulgado amplamente, assim como o singelo problema cartográfico, entre outros.
Separados por disciplina e divididos por série (...) O novo material complementará livros didáticos e servirá para poupar tempo ao jovem, que não precisará copiar todo o conteúdo da lousa. Idem o tempo do professor, que terá mais disponibilidade para aclarar dúvidas do aluno.
Também poderá ser útil aos pais na supervisão do estudo de seus filhos. São 60 cadernos diferentes, um para cada disciplina e para cada série. No total, serão 108,3 milhões de exemplares por ano. Os alunos do ensino fundamental receberão sete cadernos, um para cada disciplina (língua portuguesa, matemática, artes, língua inglesa, ciências, geografia e história). Ao longo do ano letivo, o estudante receberá um total de três volumes de cada disciplina (2º e 3º bimestres condensados em um material). Para os alunos do ensino médio, serão 11 cadernos (língua portuguesa, língua inglesa, artes, história, geografia, sociologia, filosofia, física, química, biologia e matemática). Serão três volumes para cada disciplina. O material foi elaborado por uma equipe multidisciplinar integrada por educadores da Secretaria Estadual da Educação e por especialistas consultados pela pasta.
(Fonte: Diário Oficial - Agência Imprensa Oficial; 5 de março de 2009)
Entretanto, pouco ou absolutamente nada foi dito sobre as empresas que participaram do Pregão presencial de Registro de Preços 36/2912/08/05, para impressão, acabamento, embalagem e expedição de livros de atividades de alunos da Rede Pública de Ensino de SP, cujo link para o edital é este.

Homologado em 8/dezembro/2008, e publicado em DO no dia 17/dezembro, eis um resumo dos lotes, gráficas vencedoras e respectivas disciplinas, deixando claro quais seriam contempladas, e que não haveria o Caderno do Aluno de Educação Física naquele tempo:



Até aí nada de mais, são as mais importantes empresas do ramo, uma delas recentemente divulgadíssima em todo tipo de imprensa devido a um caos pra lá de federal. Porém, perseguindo a trilha 36/2912/08/05 e montando o histórico de pagamentos pelos serviços prestados, repentinamente o DO adquire a loquacidade de uma anêmona e ficamos um tanto confusos. Vejamos; comecemos pela parte fácil.

Para o Lote 1, Editora FTD (Artes e Ciências), foram lançadas quatro ordens de serviço, totalizando R$ 12.554.353,96 - entre dezembro/2008 e setembro/2009:



O Lote 2, Geografia e Filosofia, do Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas (IBEP), recebeu R$ 12.996.463,72 em quatro ordens de serviço, de dezembro/2008 até outubro/2009:



O Lote 3, de Física e História, pertence à Esdeva Indústria Gráfica SA que já recebeu por 5 ordens de serviço a quantia de R$ 13.572.846,25 - entre dezembro/2008 e setembro/2009:



Pulemos ao Lote 5, que pertencia ao Comércio e Indústria Multiformas LTDA. Destinada às disciplinas de Matemática e Sociologia, aparece como tendo recebido R$ 3.386.494,74 (em 19/dezembro/2008), sendo que o pagamento de 24/dezembro foi retificado em DO de 9/janeiro/2009, já que era destinado à outra gráfica, aquela do Lote 4.

Acontece que a Multiformas caiu fora. Em março de 2009 a FDE publicou um comunicado em DO dizendo que devido à terceirização dos serviços gráficos por parte da empresa, comprometendo a distribuição do objeto do contrato nº 36/2912/08/05-05, incorrendo nos motivos previstos nos itens 7.1.9. e 7.1.11. do ajuste, razão da instauração de processo administrativo nº 36/0078/09, fica essa empresa sujeita à rescisão punitiva do contrato supra mencionado, com conseqüente aplicação de multa no valor de R$ 160.270,24, bem como, à aplicação da pena de advertência com a falta cometida anotada no Cadastro de Fornecedores da FDE ou a suspensão do direito de licitar e contratar com a FDE, com fundamento na Cláusula Oitava, item 8.1 - alíneas “a”,“e” e “f” do contrato. Em 30 de abril veio a confirmação do cancelamento do registro nº 36/2912/08/05-05 em relação à 1º Detentora, devido o descumprimento das condições estipuladas na Ata de Registro de Preços nos subitens 7.1.9., 7.1.11. e 7.1.17. A multa ficou mantida e a Multigraf não pode mais licitar e contratar com a FDE pelo prazo de 5 (cinco) anos, com fundamento na Cláusula Oitava, item 8.2., alíneas “e” e “f” do Registro de Preços. A pergunta é: se a Multigraf foi retirada, quem ficou com as apostilas de Matemática e Sociologia? A "segunda detentora"? Mas quem seria, já que o DO se cala? Voltaremos ao tema em breve.

O Lote 6 pertence à Gráfica e Editora Posigraf SA (citada pelo Cloaca News), que levou R$13.286.501,68 pelas apostilas de Inglês e Química, entre dezembro/2008 e setembro/2009:



Beleza até aí? Pois a partir de agora eu devo confessar que é difícil a compreensão: o Lote 4 (Biologia e Português), da Plural Editora e Gráfica LTDA, é uma loucura. Para começar, aparentemente ela é a segunda detentora do lote que seria da Multigraf, pois em seus pagamentos aparecem apostilas de Matemática e Sociologia, volumes 2, 3 e 4, pelas quais foram pagos R$ 8.975.950,66. Mas o Diário Oficial não nos esclarece este ponto - se é ou não a segunda detentora.

Assim como também o DO não nos mostra como ou devido a qual razão aparecem dois pagamentos para apostilas de Educação Física, DO em 8/maio e 25/julho, no total de R$ 4.407.181,83. Ora, foi dito que não haveria apostila para Educação Física não só nas matérias de divulgação nos sites do Portal do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria da Educação, da FDE ou do G1, assim como em documento publicado pela Diretoria de Ensino de Suzano - reproduzido da Rede do Saber (em: Logística de Distribuição do Caderno do Aluno - e imperdível vídeo com as responsáveis contendo a "informação importantíssima" em 22:30, por Beatriz Scavazza). Sobretudo, Educação Física não consta no edital 36/2912/08/05 em qualquer dos lotes e, como até os acarás-bandeira sabem, há que se seguir o edital letra por letra. Mas a Plural imprimiu dois volumes sob este contrato: um sem número especificado em DO (provavelmente o primeiro) e o terceiro, cabendo a eles as ordens de serviço 18 e 25, respectivamente.

De seu lote original, Português e Biologia, a Plural Editora e Gráfica LTDA já recebeu R$ 13.041.064,38. Até agora embolsou a quantia de R$ 26.424.196,87 pelos serviços citados.

No entanto, no afã de entender os fatos pois não é possível que o Diário Oficial esteja equivocado a este ponto, eis que nos deparamos com outra licitação, a de número 36/1641/09/05, esta sim exclusivamente para impressão, acabamento, embalagem e expedição de livros de atividades de alunos de Educação Física (leia o edital).

Certo, então foi erro do DO, NaMaria? Improvável, uma vez que esta licitação foi lançada em 2/julho/2009, realizada em 17 do mesmo mês, homologada em 23/julho e assinada em 13/agosto (com DO de 19 de agosto). Subentende-se, logo, que não pode ter sido um lapso da Imprensa Oficial do Estado. Quantas empresas e quais concorreram não se diz, mas a Plural foi mais uma vez a vencedora do certame. De acordo com o DO, dia 18/setembro, sob este novo número de contrato (36/1641/09/05) foi efetuado um pagamento de R$ 1.689.087,11, para o Caderno do Aluno de Educação Física Volume 4.

A tabela abaixo resume o quadro da Plural em R$ 28.113.283,98, somados os dois contratos:




Mundo Bizarro

O lado bom desta pesquisa foi encontrar a opinião dos maiores interessados nesses materiais pedagógicos inovadores: justamente os alunos. Pelo que deu para perceber eles não apreciam o Caderno do Aluno em geral, de qualquer matéria. Você pode ver algumas opiniões tocantes aqui e constatar que 57% os desaprovam, uma vez que em lugar de cumprir a promessa de agilizar o tempo entre alunos e mestres, o que as apostilas fazem é o contrário: afastam ainda mais uns dos outros. Queixam-se de que os professores mandam que eles respondam páginas e páginas mas não recebem qualquer orientação; outros falam que piorou porque antes, ao menos, os professores escreviam algo na lousa, apareciam na sala de aula e agora nem isso; alegam que os conteúdos das apostilas não casam com os livros didáticos "oficiais", são irrelevantes, que há muitos erros de todas as espécies, que há perguntas absolutamente fora de esquadro e por aí vai.

Por outro lado, alunos das escolas públicas são geniais; engana-se quem diz o contrário. Pois imagine que eles criaram um blog chamado Caderno do Aluno: um projeto que se chamará TROCA DE INFORMAÇÕES. Conhecido mais como Cola entre alunos, mais como somos alunos civilizados (Lembre-se não estamos colando estamos apenas trocando informações ok !!! rsrs).
O sistema funciona assim: o autor (ou autores) do blog publica(m) as apostilas por volumes, disciplinas e séries do Ensino Médio (colegial); quem souber uma resposta deve acrescentá-la nos comentários, quem quiser respostas deve pedi-las. Tudo organizado. Não que elas estejam necessariamente "corretas", mas eles prometem discutir qual se encaixa melhor na questão citada. Pelo que deu para entender, o Caderno de Educação Física já vem com as respostas ao final das apostilas, o que facilita.
Você pode conferir como os alunos estão se virando como podem - e outras opiniões avassaladoras - em três endereços: Caderno do Aluno (1), (2) e (3). Sem esquecer que também possuem Twitter e Orkut. Maior responsa.

Dá para se pensar como é uma sala de aula pública de verdade. Dá para se pensar numa montanha de outras coisas pelas quais passam esses alunos. De fato, um material pedagógico altamente revolucionário.

* Fonte da imagem: Mil cores do Governo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E o ENEM já era


Foi-se tudo ao brejo.
Interessante a vazadura do ENEM. Mais interessante ainda, foi o recado dado pelo Ministro da Educação Fernando Haddad pela manhã em entrevista, dizendo que a façanha teria sido por uma gráfica em Alphaville. Planetas tremeram.

Ora, a maior empresa do ramo, em Alphaville/Barueri, é justamente a Plural Indústria Gráfica, que pertence ao Grupo Folha, e que por acaso tem muitos negócios com a SEE-SP, por exemplo. Isto explica, em parte, porque os vendilhões neófitos, assarapolhados e cavilosos procuraram o Estadão e o R7?

No edital Processo Nº 23036.003964/2008-63, Concorrência Nº 04/2009 – DAEB/INEP para a realização do ENEM 2009, há a cláusula 8: "Requisitos de Segurança e Sigilo", páginas 54-56. Os tópicos são muitos, um tanto mais abrangentes do que as alegações apresentadas - só agora - à noite no site da Plural, que sustenta inocência (caso não consiga ler a carta no site da gráfica responsável pelas provas deste ano, tente pelo UOL).

O Ministro Haddad marcou reunião noturna de emergência com o Consórcio Connase formado pela Consultec (Consultoria em Projetos Educacionais e Concursos Ltda - BA), Funrio (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência - RJ) e Instituto Cetro (Instituto Nacional de Educação Cetro - SP), que contrataram a gráfica para o serviço.

Obviamente o Senado se mobiliza para apurar os fatos com rigor. Assim, o senador Flávio Arns (PSDB) manda chamar o Ministro Haddad para que explique exatamente o que ocorreu. O encontro deve ser na semana próxima. Se eu fosse o senador, e todo mundo, ouviria com esmero redobrado Cetro e Plural.

+ Informações
- Alunos, não vos desanimeis!
Confira seus conhecimentos respondendo às provas vazadas, gratuita e gentilmente cedidas à humanidade pelo Ministro Haddad:
1 - Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias ;
2 - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias ;
3 - Gabaritos ;
4- Caso não consiga ver as provas pelo site do MEC, tente pelo UOL. Na mesma ordem, prova 1 , prova 2 , respostas.

- Saiba quanto custou, sobretudo, o tópico 3 da Planilha de custos Concorrência Nº 04/2009– DAEB/INEP Enem-09 (fonte).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Reformas que pedem reformas


No dia 15 de setembro passado o SPTV 1ª Edição mostrou uma reportagem com filmes feitos por estudantes de três escolas estaduais paulistas: Tarsila do Amaral (Jardim Joelma, Osasco), Professor Antônio Francisco Redondo (Vila Mangalot, Pirituba, Capital) e Professor Joaquim Leme do Prado (Casa Verde, Capital). Nas imagens são mostrados os prédios e a situação precária em que estão, mesmo “depois de reformas” executadas por empresas contratadas pela FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação.




Fatos, Informações e Curiosidades
SERVIÇO DE QUALIDADE
A elaboração e a licitação da ata de registro de preços para a manutenção das escolas públicas de todo o Estado foram o desafio de 2008. Houve vontade política e determinação do governo em fazer investimento na sua preparação. O Estado de São Paulo foi dividido em 67 lotes. Desde que o sistema foi implantado, tem funcionado como o previsto e atendido às solicitações dos diretores das escolas em 5 dias úteis para obras emergenciais e, em até 60 dias úteis, no caso das obras não emergenciais. O projeto, denominado SEMPRE - Sistema Estadual de Manutenção Permanente da Rede Escolar, teve como principal ganho a agilidade no atendimento às demandas e necessidades dos prédios da rede escolar. (...)
Para reformar e fazer a manutenção das escolas, a FDE criou o SEMPRE - Sistema Estadual de Manutenção Permanente da Rede Escolar. A engenharia do projeto montado pela FDE, para chegar à ata de manutenção, envolveu a realização de uma licitação na modalidade concorrência pública, a mais rigorosa existente na Legislação (Lei n° 8.666/93). O SEMPRE assegura agilidade no processo de manutenção das escolas, o que, sem dúvida, contribuirá para melhorar o ambiente escolar, favorecendo a qualidade do ensino. Este sistema deu mais agilidade para a manutenção dos prédios escolares do Estado. A execução de obras de emergência passa a ter um prazo máximo de 5 dias e, outros consertos, o limite de 60 dias úteis após o levantamento da demanda - desde que não coloque em risco a segurança dos alunos, nem comprometa o funcionamento da escola. Esse processo antes levava em média dois anos para acontecer. O montante inicialmente investido foi de R$ 200 milhões, aplicado segundo critérios claros e objetivos, visando atender todas as escolas da rede estadual.
- Relatório FDE 2008, páginas 10 e 17.
  • Um dos frutos do SEMPRE foi a monumental concorrência 05/1994/07/01: registro de preços para a execução de serviços de manutenção, conservação, reformas e pequenos serviços de engenharia nos prédios pertencentes à Rede Pública de Ensino do Estado de São Paulo, com fornecimento de materiais e mão de obra. Lançada em 22/setembro/2007, com este edital, seria aberta em 26 de outubro daquele ano.
  • Passou por tantas transformações e percalços que é mais fácil cada um fazer a pesquisa ou se contentar com a figura abaixo: uma tela do E-Negócios Públicos que aponta parte do calvário.

  • De acordo com o Edital válido, segunda versão de três mostradas no DO, as obras seriam tão diversas quanto o número de possíveis contemplados: todas as 5.248 escolas espalhadas pelo Estado, divididas em 67 lotes por Diretorias de Ensino (DE). Tabela com os lotes e escolas.

  • Foram 53 empresas vencedoras, divulgadas em 26/março/2008, cabendo a cada uma um lote, exceto aquelas mostradas na figura abaixo, com 2, 3 ou 4 lotes:
  • Tabela com todas as empresas ganhadoras e número de escolas, aqui.
  • O que diz o Julgamento/Habilitação em DO sobre a quantidade máxima permitida de lotes por empresa quando primeira detentora, em razão da combinação dos respectivos capitais sociais e da comprovação da simultaneidade de atestados de cada uma, conforme edital, em 29/fevereiro/2008. Por exemplo, a empresa Saned Engenharia e Empreendimentos poderia ter 3 lotes, mas tem 4; a empresa HE Engenharia poderia ter 2, mas tem 3; a Construtora Tecnibrás teria 1, mas tem 2 - e assim por diante. Infelizmente em DO não há explicações para tais fatos.
A EE Professor Antônio Francisco Redondo, citada na matéria, teve as obras executadas pela Lopes Kalil Engenharia e Comércio LTDA, a quem compete o lote 58, DE Osasco. Diz o DO de 5/junho/2009 - que bate com o que consta na placa diante da escola:
  • Ordem de Serviço: 05/1994/07/01 lote 58 - Item: 14T - Objeto: Execução de serviços gerais de manutenção em prédios escolares pertencentes à rede pública de ensino do Estado de São Paulo com fornecimento de materiais e mão-de-obra - EE Prof. Antônio Francisco Redondo - São Paulo - Prazo: 210 dias - Valor: R$ 510.754,24 - Data de Assinatura: 01/06/2009.
Antes desta reforma a escola passou por outras, mais módicas:
  • 6/fevereiro/2004 - Contrato: 05/6002/03/02 - Construção de ambientes complementares nesta e em outras escolas - Empresas habilitadas: HE Engenharia Comércio e Representações Ltda. e Planer Engenharia Ltda. Em 2/junho, no entanto, todo o processo foi anulado em vista da transgressão ao artigo 7º, § 2º, inciso III da Lei 8.666/93, nos termos do art. 49 do mesmo diploma legal.
  • 8/abril/2004 - Contrato: 46/0460/04/04 - Objeto: Levantamento planialtimétrico tipo 2 de aproximadamente 11.500 m² em terreno existente na EE Prof. Antônio Francisco Redondo - Empresa: Promap Topografia S/C Ltda. - Prazo: 30 dias - Valor: R$1.840,00 - Data de Assinatura: 06/04/2004.
  • 23/outubro/2007 - Ordem de Serviço: 05/0124/07/05 - Item: 055 - Empresa: Lemam Construções e Comércio Ltda. - Objeto: Pequenos serviços de manutenção EE Prof. Antonio Francisco Redondo - São Paulo - Prazo: 15 dias - Valor: R$ 15.238,23 - Data de Assinatura: 18/10/2007.
  • 28/junho/2008 - Contrato: 05/1495/08/04 - Empresa: Fiver's - Consultoria, Projetos e Construções Ltda. - Objeto: Reforma de pequeno porte/EE Professor Antônio Francisco Redondo - Vila Jaguara - São Paulo/SP - Prazo: 15 dias - Valor: R$ 13.284,63 - Data de Assinatura: 18/06/2008.
A EE Tarsila do Amaral, também na matéria, aparece em DO em três oportunidades correspondentes ao mesmo Edital, sendo atendida pela Épura Engenharia e Construções Ltda, responsável pelo lote 54, DE Osasco :
  • 31/dezembro/2008 - Ordem de Serviços: 05/1994/07/70-001 - Item: C34 - Objeto: Execução de serviços gerais de manutenção em prédios escolares pertencentes à rede pública de ensino do Estado de São Paulo com fornecimento de materiais e mão-de-obra / EE Tarsila do Amaral - Osasco - Prazo: 30 dias - Valor: R$ 6.784,27 - Data de Assinatura: 29/12/2008.
  • 10/fevereiro/2009 - Ordem de Serviços: 05/1994/07/70-001 - Item: K52 - Objeto: Execução de serviços gerais de manutenção em prédios escolares pertencentes à rede pública de ensino do Estado de São Paulo com fornecimento de materiais e mão-de-obra/EE TARSILA DO AMARAL - OSASCO - Prazo: 30 dias - Valor: R$ 7.321,06 - Data de Assinatura: 16/01/2009; e no mesmo link outra
  • Ordem de Serviços: 05/1994/07/70-001 - Item: J50 - Objeto: Execução de serviços gerais de manutenção em prédios escolares pertencentes à rede pública de ensino do Estado de São Paulo com fornecimento de materiais e mão-de-obra/EE TARSILA DO AMARAL - OSASCO - Prazo: 30 dias - Valor: R$ 22.657,53 - Data de Assinatura: 19/01/2009.
Entretanto, para a EE Tarsila também constam mais duas reformas importantes: a primeira em outubro de 2005, quando houve um incêndio no dia 5 daquele mês e foi contratada sem licitação (processo 05/2714/05/04), em caráter de emergência, a Construtora CDA Ltda, pelo valor de R$ 72.742,90 - com assinatura em 16/novembro/2005. A segunda, mais recentemente, pelo DO de 23/janeiro/2009, com a empresa Múltipla Engenharia LTDA ganhadora na Tomada de Preços 05/2367/08/02, que trabalhou na escola pelo valor de R$ 653.413,00.

A última citada, EE Joaquim Leme do Prado, faz parte do lote 42, DE Centro, cuja responsável pelas obras é a Paulitec Construções LTDA. Em DO há duas ocorrências:
  • 30/julho/2008 - Ordem de Serviços: 05/1994/07/52-001 - Item: 348 - Objeto: Execução de serviços gerais de manutenção em prédios escolares pertencentes à rede pública de ensino do Estado de São Paulo com fornecimento de materiais e mão-de-obra / EE Prof Joaquim Leme do Prado - São Paulo - Prazo: 30 dias - Valor: R$ 13.806,72 - Data de Assinatura: 20/05/2008.
  • 15/abril/2009 - Ordem de Serviço: 05/1994/07/52-001 - Item: 36J - Objeto: Execução de serviços gerais de manutenção em prédios escolares pertencentes à rede pública de ensino do Estado de São Paulo com fornecimento de materiais e mão-de-obra/EE Prof. Joaquim Leme do Prado - São Paulo - Prazo: 90 dias - Valor: R$ 126.613,33 - Data de Assinatura: 08/04/2009.
Há de se notar que os números dos contratos estão um pouco diferentes nos dígitos finais, mas trata-se do mesmo Edital 05/1994/07/01, conforme comprova-se pelo Diário Oficial de 27/maio/2008, páginas 45 e 46, que mostram as mesmas empresas encarregadas pelos mesmos lotes/DE etc. e continuam em 2009.

De acordo com o vídeo, o presidente da FDE disse que farão novo escopo para a obra e será criado um novo conduíte para escoar a água do pátio alagado da EE Joaquim Leme do Prado (em 3:17); na EE Francisco Redondo, a empreiteira fez a reforma do telhado, antes dela (empreiteira) ter condições de mexer no conduíte houve a chuva de terça-feira passada (em 4:00), mas as providências estão sendo tomadas; sobre a inundação da EE Tarsila nada foi dito especificamente, mas tudo que foi mostrado estará resolvido até "mais ou menos dezembro".
Enquanto isto, rezemos para a Natureza não se rebelar, para não chover, para não alagar mais nada.